Sunday, February 22, 2009

A COMPANHEIRA STELLA - PASSADO E PRESENTE


Páginas da História do Brasil que deveriam ser divulgadas.
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1969, ainda nos tempos da ditadura militar, aconteceu o que seria o mais rentável golpe da luta armada em todo o mundo: o roubo do cofre de Adhemar de Barros, exgovernador de São Paulo. O crime foi cometido pela VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares), resultado da união entre a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) do Capitão Carlos Lamarca e o Colina. 13 guerrilheiros da VAR-Palmares roubaram o cofre de 200 kg de uma casa no bairro carioca de Santa Tereza, onde vivia a amante de Adhemar. O que tinha dentro do “cofrinho”? US$ 2,6 milhões de dólares. A Companheira Stella foi uma das que planejou esse roubo.
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Onde foi parar o dinheiro? Eis um dos mistérios insondáveis daquela época que produziu tantos “heróis” e “heroínas” da esquerda. Quem era a Compa-nheira Stella? “Companheira Stella” era o nome de guerra da ex-Ministra Chefe da Casa Civil DILMA VANA ROUSSEFF LINHARES. De acordo com os arquivos militares a ficha de Dilma Rousseff, ex-ministra do governo Lula, só em 1969, ela organizou três ações de ROUBO de armamentos em unidades do Exército no Rio de Janeiro.
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Integrante do primeiro escalão do Governo Lula, com passagem pela Guerrilha contra a Ditadura Militar, de fala pausada, mãos gesticuladoras, olhar austero e com passado que poucos conhecem: EX-Ministra Chefe da Casa Civil DILMA ROUSSEFF. Até agora tudo que se disse a respeito da ministra foi apenas que combatera nas fileiras da Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares, um dos principais grupos armados da década de 60. No entanto, teve uma militância armada muito mais ativa e muito mais importante.
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Ao contrário de outros companheiros, como José Dirceu, Dilma pegou em armas, foi duramente perseguida, presa, torturada e teve papel relevante numa das ações mais espetaculares da guerrilha urbana no Brasil – o célebre roubo do cofre do ex-governador paulista Adhemar de Barros, que rendeu 2,5 milhões de dólares. Segundo consta em seu livro “A Ditadura Escancarada”, o jornalista Elio Gaspari relata que “... o roubo foi realizado por 11 homens e duas mulheres, todos da VAR-Palmares, a bordo de três veículos. Ao chegar à mansão do irmão de Ana Capriglioni (amante do governador) no bairro de Santa Tereza, no Rio, quatro ficaram em frente à casa e nove entraram. Renderam os empregados, cortaram as linhas telefônicas e dividiram-se. Um grupo ficou vigiando os empregados e outro subiu ao quarto para pegar o cofre. Pesava 350 kg. Devia deslizar sobre uma prancha mas acabou despencando escada abaixo ...”
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A ação durou 28 e foi coordenada por Dilma Rousseff e seu marido Carlos Franklin, que na ocasião coordenava a VAR-Palmares em todo o país. O casal planejou, monitorou e coordenou o roubo. Dilma tinha tanta informação que se fosse presa colocaria em risco toda a organização. De acordo com o ex-sargento e ex-guerrilheiro Darcy Rodrigues, ela era o “celebro” da organização, e acrescenta que em uma outra operação, ajudou o capitão Carlos Lamarca a roubar uma Kombi carregada de fuzis, de dentro de um quartel do Exército em Osasco, em São Paulo. “Quem passava as orientações de comando para nós era ela. Uma das funções de Dilma era indicar o tipo de armamento que deveria ser usado nas ações e onde poderia ser roubado”. Só em 1969 ela organizou três roubos de armamento em unidades do Exército no Rio.

Aos 56 anos, recentemente separada de Carlos Franklin, Dilma não lembra a guerri-lheira radical de 30 anos atrás, embora exiba a mesma firmeza. "Ela é uma mulher suave e determinada!" - disse a jornalista Judith Patarra, autora do livro IARA, que conta a trajetória de Iara Iavelberg (1944-1971). "Quando a vi na televisão, percebi que Dilma continua a mesma. Será a sargentona do governo." - afirmaou o ex-companheiro de guerrilha Darcy Rodrigues.

Não vou aqui tecer meus comen-tários e opiniões, mas teremos e-leições no próximo ano, e portan-to, gostaria apenas de, além de deixar essas informções para sua reflexão, sugerir uma auto-análi-se. Mas seja profundamente verdadeiro (a) em suas respostas:
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1- você já participou de algum planejamento e execução de algum crime?
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2- fez parte de alguma quadrilha armada?
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3- já roubou cofres e bancos?
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4- entende de armamentos?
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5- já sequestrou alguém?
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6- passou anos na prisão após condenação judicial?
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NÃO?
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Então sinto informar que você não tem aptidão pra fazer parte do Governo Lula ou do PT. Também não terá direito a mensalão, verba idenizatória e nem a cartão corpotativo.
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Nos veremos nas eleições de 2010.
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Agradeço à colaboração do jornalista e amigo Luiz Henrique Amaral, à revista Veja e ao Acervo da Biblioteca Municipal de São Paulo.
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6 comments:

sandra said...

Mas cada dia o povo tem seu valôres mais distorcidos,tais como: princípios morais, o português correto, a questão de civismo, educação, respeito e por ai vai, e ocorre que o que é bacana atualmente é ter dinheiro , o resto realmente é resto, e com essa cultura o povo brasileiro vai chegar ... nem sei onde ....

josué duarte said...

É preciso ter discernimento para poder tirar dos fatos o que eles realmente representam.
Não sou petista, nem simpatizante de qualquer partido ou corrente politica, atualmente. Mas, sou jornalista, estive em 1968 nas ruas, cobrindo as manifestações, conheci muita gente que ingressou no terror. Gostaria de separar crime de ação política, pois só a incapacidade de entender a realidade é que pode levar a avaliação distorcida.
A historia atual do Brasil tem sua raiz nas historias de combate à ditadura: se de um lado, gente como a ministra Dilma reagiu de forma mais radical, havia aqueles outros "ilegais" que faziam o movimento de rua dos estudantes, como o Zé Dirceu e o proprio atual governador Serra. Todos eles eram considerados perigosos e inimigos da nação pelas forças que sustentavam a ditadura.
O pais passou uma borracha no passado e, portanto, não podemos acreditar que vamos condenar de novo as pessoas pelo passado que passou por um processo de anistia.
Nem o Serra, nem a Dilma, são qualquer ameaça ao nosso futuro. Ao contrário, estão mais credenciados que aqueles que ficaram em cima do muro, no momento em que alguém tinha que tomar alguma providencia.

Marcos said...

No meu ponto de vista, é louvável olharmos nossa história e perceber que no passado muitas pessoas tinham ideais e que tinham coragem para lutar pelos seus ideais. A questão creio, não é o que estas pessoas, que hoje governam nosso país, fizeram no passado, mas o que estão fazendo e o que farão pelo nosso país hoje e amanhã. É claro que também não podemos nos colocar apenas em situação de vitimas, pois afinal somos nós os responsáveis por esta nossa sociedade, somos nós que escolhemos aqueles que nos governam, que fazem as nossas leis e infelizmente vejo que o exemplo que tivemos na nossa história, é costumeiramente apagado, deturpado, fazedo com que fiquemos apáticos e impotentes diante da nossa atual realidade.

Paulo José said...

Caro Josué Duarte, peço lincença ao autor e editor desse blog, para contestar suas palavras, pois como ele, defendo a liberdade de expressão. Concordo com vc quando diz ser louvável que "pessoas corajosas lutem por seus ieais..." mas há também a necessidade de se analizar quais são esses ideais, e quais as maneiras usadas por essas pessoas para atingirem os mesmos. E isso vai mais além, ou seja, envolve não só escrúpulos como também, e mais ainda, princípios. Eu e milhões de brasileiros não suportamos o tal chamado presidente Lula, mas nem por isso invadiríamos o arsenal de armamento to exército para roubar os cofres dos inúmeros e infindáveis corruptos da atual gestão e muito menos para assassinar o próprio Lula. Tudo pelos princípios, pelo caráter, pela índole e pelo humanismo. E olha que vontade não nos falta. Mas a justiça tarda mas não falha, e o grande vencedor é aquele que luta com estratégia. Vamos dando corda, pra só na hora certa, fisgarmos a preza.
A popularidade do presidente já começou a cair! As pessoas, mesmo as menos esclarecidas já perceberam que há uma crise mundial e que por isso o Brasil não está imune, e que não se trata de uma "marolinha". Abra os olhos, já que se diz jornalista. Aliás, com todo o respeito, e nad pessoal, pra um jornalista vc parece bem desinformado.

Passar bem.

Anonymous said...

Caro Paulo José,

Com a devida vênia à sua opinião, escute as palavras de quem, como você, não é petista e tampouco suporta a atual política populista pela qual passamos. O Sr. Josué Duarte pareceu-me uma pessoa centrada e objetiva em seus comentários, e não vejo razão alguma em considerá-lo 'desinformado'; muito pelo contrário, expôs seu ponto de vista fundamentando-se em fatos reais e notórios. Talvez o senhor esteja confundindo opinião com desinformação, e isso sim é um problema, pois invalida parcialmente o seu comentário na medida em que o erro deriva de sua confusão pessoal entre um elemento e outro.
Por derradeiro, vale salientar que realmente pode-se mudar os rumos de um país através das armas, fato que depende de uma complexa convergência de fatores político-sociais pela qual a nação passa. Basta olhar para trás e lembrar-se que a Revolução Francesa, uma das mais sangrentas da história, culminou com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, pedra basilar de todo e qualquer sistema democrático contemporâneo. Se hoje o senhor tem o direito a voto e outros direitos e garantias fundamentais, é porque muitas dessas pessoas a quem o senhor condenou em seu comentário, por utilizarem-se de meios incondizentes com a sua consciência, lutaram e deram o sangue para que hoje o senhor tivesse seus direitos resguardados e, quiçá, dormir um pouco mais tranquilo todas as noites. Mas disso ninguém se recorda, não é?

Cordialmente,
Daniel

Anonymous said...

Bom, pontos de vista são diferentes. Respeito o de todos. Não sou petista ou simpatizante de partidos, mas acho q a história política na década de 60, é muito diferente da q vivemos hj. Não só Dilma, mas como citado: Serra, ex-presidente FHC e tantos outros cidadãos, jornalistas, professores, idealistas...viviam uma repressão e uma ação imediata contra a ditadura militar q, convenhamos, não era algo fácil de se aceitar. O q me pergunto é: as pessoas q viveram tanta intensidade, amor á pátria, defesa aos próprios direitos civis, serem esquecidas pelos cidadãos de hj ao qual absolutamente nada se faz.
Se o passado impeliu esses cidadãos à tomarem medidas extremas, 50 anos depois, todos os seus esforços foram jogados por terra...